|
Uma Penelope Nada Charmosa
|
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
 |
 |
 |
 |
Ah... Se Sesse
de Zé da Luz
Se um dia nós se gostasse
Se um dia nós se queresse
Se um dia nós se empareasse
Se juntim nós dois vivesse
Se juntim nós dois morasse
Se juntim nós dois drumisse
Se juntim nós dois morresse
Se pro céu nós assubisse
Mas porém se acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu
E fosse de dizer qualquer tolice.
E se eu me arreliasse
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresorvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvez que nós dois ficasse
Tarvez que nós dois caisse
E o céu furado arriasse
E as virge toda fugisse.
Eu gosto muito de Cordel.......de Constantino Cartaxo, e sou encantada com o jeito de Zé da Luz em falar com verso e prosa do sertão, da lua cheia, de gente simples como eu.
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
Terça-feira, Outubro 24, 2006
 |
 |
 |
 |
Determinei que não ia mais passar por nada que me fizesse sofrer.
Tô aqui, viva e conseguindo.
Problemas existem ?? Lóóógico.
Pra serem resolvidos!
Outros?
Infelizmente não tenho jeito a dar.
Familia de três., felizes.
Uma ruma de gente ainda mais feliz.
Minha gente de 7 que virou 20 de tanto amor.
Tudo caminhando, acontecendo, tenho fé que meu ano fecha com chave de ouro.
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
 |
 |
 |
 |
Ela acorda apressada, afinal, já passa das sete. Arma-se: pega o celular, o laptop, confere a agenda do dia em seu palm. Depois de beber um gole rápido de café, dá as coordenadas para a empregada, que ficará no comando do QG doméstico durante o dia e sai, marcando passos decididos do alto de seu salto sete. Sabe-se lá a que horas voltará para casa hoje...
Terceirização dos afazeres domésticos: este maravilhoso fenômeno da contemporaneidade feminina possibilitou que nós, mulheres, descobríssemos que há vida fora de casa. Mergulhamos de cabeça no mundo, mas, hoje, percebemos que não levamos bote salva-vidas!
Levantamos nossos sutiãs em praça pública, hasteando a bandeira simbólica da luta contra as amarras da sociedade capitalista, contra os preconceitos pequeno-burgueses machistas, contra qualquer lei que impusesse limites à liberdade de nossos seios. Achávamos que éramos libertárias, outsiders. Mas, literalmente, no bojo pré-moldado desta revolução, não conseguimos vencer a Lei da Gravidade e, como conseqüência, vivemos hoje a ditadura dos seios fartos, simulacros de silicone e andamos presas, em armaduras-sutiã com aros, espumas, enchimentos a óleo e água...Tudo, para reforçar a imagem do air-bag duplo.
Ah!, a imagem...Contra os milhares de radicais livres que andam soltos por aí, vestimos nossas poderosas máscaras cosméticas e tentamos dizimar com golpes cientificamente calculados, utilizando poderosos ácidos, toda e qualquer ruga que ouse surgir em nossa pele. É o arsenal bélico da guerra química da mulher pós-moderna, que se torna cada dia mais sofisticado ¿ em vão ¿ pois nós, guerreiras da imagem, mesmo empunhamos nossas poderosas armas, também não conseguimos vencer a luta contra o temível ¿Senhor da Razão¿.
Declaramos guerra contra as gordurinhas localizadas, utilizamos instrumentos de tortura em nós mesmas, dando choques elétricos nos malditos lipídios que tentam se instalar em nossas curvas. Malhamos horas e horas nas academias porque queremos aparecer para o mundo com nossos corpos perfeitos. Mas ficamos revoltadas quando os homens nos chamam de gostosas, porque queremos que eles vejam que somos inteligentes!
Não há dúvidas de que conseguimos conquistar nosso espaço, em várias esferas da vida social. Nós votamos, estamos no planalto, na indústria, nas empresas, na mídia, temos até uma Secretaria de Estado dos Direitos da Mulher, que luta e articula em nosso favor no terrível mundo masculino da política.
No trabalho, conseguimos ocupar cargos de decisão. Galgamos nosso lugar e chegamos ao Everest do mundo corporativo. E, entre um telefonema e outro do dia-a-dia corporativo, damos ordens aos nossos subordinados e às nossas empregadas que ficaram em casa, corrigimos a lição de casa de nossos filhos, fazemos listas de supermercado pela internet e pensamos no cardápio do jantar, numa rotina quase esquizofrênica, que mostra que ainda não conseguimos solucionar o binômio dialético mãe-mulher de negócios.
Somos independentes, sim, ganhamos nosso próprio dinheiro, investimos na bolsa, fazemos aplicações, temos orgulho de planejar nossa vida material, de conseguir estabilidade à nossa própria custa, mas ainda nos sentimos ofendidas se temos que dividir a conta de um simples jantar com um homem. Somos independentes, sim, mas ainda sonhamos com um amor shakesperiano, uma família hollywoodiana e um príncipe encantado que nos proteja dos males do mundo e abra os vidros de azeitonas para nós.
Rechaçamos as mulheres que, por opção, escolheram ser donas-de-casa, cultivar o lar e ver seus filhos crescerem ao invés de acompanhar as ações da bolsa subirem.
Embora nunca teremos coragem de admitir os bastidores de nossos sentimentos a quem quer que seja, somos machistas, sim! Somos sempre as pobres vítimas nas mãos desses inescrupulosos seres masculinos. Dizemos que os homens são todos iguais e somos incapazes de nos desarmar de nossos preconceitos feministas e sexistas para conviver harmonicamente, que seja, com as diferenças ¿ que existem ¿ entre nós e eles. Achamos, isso sim, que eles têm obrigação de nos entender...como se fosse tarefa fácil!
Não se trata de defender o masculino nem o feminino. Trata-se de ampliar nossa visão para o mundo e enxergar além da imagem refletida em nosso espelho. Ó espelho, espelho meu, se não conseguimos nem aceitar a diferença entre o masculino e o feminino, como saberemos qual é o nosso papel neste novo mundo da diversidade, mosaico e plural?
Apesar de todas as nossas conquistas que, como não nego, foram vitórias importantes ao longo da história da humanidade, ainda faltam muitos obstáculos ¿ colocados por nós mesmas ¿ a serem vencidos para chegarmos a ser ¿Mulheres Nota 1000¿.
No fundo, somos todas Julietas pós-modernas. Mudaram as ambiências, vivemos num mundo mais complexo, mudaram as circunstâncias, mas nossa luta ainda é medieval: não nos libertamos dos nossos cintos de castidade...
Vivemos em um novo tempo e num novo espaço. Temos acertar nosso fuso-horário com o mundo e descobrir nosso lugar e nosso papel neste universo cibernético. Ainda temos muito, muito a aprender...
Julietas do mundo, uni-vos! A luta continua...
Luciana Mello
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
Sábado, Outubro 14, 2006
 |
 |
 |
 |
E lá fui eu viver a vida.
Buscar meus sonhos de volta, já que tirar foi tão fácil.
Ninguem precisava enganar ninguem....na verdade era até bom "imaginar" que esse mundo existia.
Fiquei sem ar, sem distraçao,sem poder sonhar, sem ser eu.
Deixei que a palavra chegasse, e mostrasse um céu cinza, que tinha lá sua beleza, porque eu com a minha "vontade" poderia deixar azul.
Que bobagem, não se pinta o céu de ninguem, nao se diz o que é sem nunca ter sido.
E lá fui eu, chorar pelos cantos, e ainda me sentir culpada de erros que nem eram meus, que tolice.
Ainda bem que eu sei caminhar, enxugar lágrimas e olhar a diante, ainda bem que sou correta, que nao engano ninguem....e ninguem...nunca mais vai chegar sem rosto, e me olhar sem olhos, e só ter um tom de voz, dizer que sou importante, e essa importancia ter dia e hora pra acabar.
Desculpe eu tenho sangue, e ele corre aqui dentro com a velocidade da luz, com uma gana incontrolável de me fazer vibrar, de me fazer crescer....e nunca mais me enganar.
E lá fui eu ( .... )
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Quinta-feira, Outubro 12, 2006
 |
 |
 |
 |
(A Nada Charmosa)
Nunca fui muito boa em ficar em cima de muros.
Em emudecer, em baixar olhos
Primeiro que nao tenho meio termo, nao sou metade, nem quero "menos"
Sou vida
A própria vida
Em mim nao cabe medo
Nem vergonha, nem depois.
Sou como diz Florbela "A que no mundo anda perdida"
A que quer cada segundo, mais um minuto, pra encher de vida e transformar em dia.
Porque eu sou de verdade.
Meu olhar tem brilho
Meu sorriso tem largura
Meu abraço é apertado
Minha voz tem som de "quero mais"
E quero mais mesmo.
Porque comigo só caminha quem tem coragem.
Quem nao pensa duas vezes pra ser feliz.
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
 |
 |
 |
 |
A vida tem passado.
Já é outubro ( um mes de tristeza pra mim )
Logo estaremos as voltas do final de mais um ano.
Tenho procurado estar o mais ocupada possivel pra não parar e me ver chorando pelos cantos.
Minha Tatinha cresceu muito e bons ventos estão levando minha menininha e trazendo uma moça linda e cheia de qualidades.
O mundo tem me feito acreditar menos nas pessoas, é perdi minha inocencia, meu jeito bobo de acreditar em palavras.
Cada dia me escapo mais, se isso é bom ou ruim...um dia vou me dar conta.
Por hoje prefiro assim.
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
Quinta-feira, Outubro 05, 2006
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Domingo, Outubro 01, 2006
 |
 |
 |
 |
Conhecer gente que encanta em um segundo é incrivel.
Obrigada querido pelos textos tão bons, pela simpatia, pelo carinho, sucesso no livro e na vida.
Você.
Ainda agora pensei em você.
"Longe corpo mas perto do coração". Poético e insuficiente.
Preciso de teus olhos nos meus, de tuas mãos nas minhas; me afagar em teu corpo dormindo, acordar e sorrir em te ver. Real, perto, ao lado; desejo de homem que ama e quer ser amado.
Dizer que estrelas me trazem você é mentira. Não trazem.
Que o céu me lembra você; outra mentira.
Não podem ser comparados ao brilho, a magia de teu sorriso.
Tua voz suave que não esqueço, gravada na alma. Arrepio!
Fecho meus olhos pra te ver. Tranco a alma para nada mais existir.
Te acho, ali; sim, perto.
Mas é pouco. Pouco demais!
Acredita em desejo velado de alma aberta, que vaga, que busca?
Acredite. Eu grito com a alma teu nome.
Busco incansável teu abraço.
Tua cabeça no meu peito. Outro arrepio!
Descansar em você, meu desejo incontrolável se sentir tua respiração.
Ver tua pele, pulsar ao toque do sopro.
Teus lábios secarem pelo desejo do mente.
Teus olhos fecharem pelo calor do corpo.
Suspiro louco, quente, forte, profundo. Vida!
Perceber seus passos descalços, você se aproximando.
Minha mente viaja, meus olhos umidos me lembram a distância.
Arrepio!
Rodrigo Leone **
O Mundo de penelope deste moço já é livro, veja a apresentação.
Solange
E você !?
|
 |
 |
 |
 |
|
|